Por Redação Quatro Marcos Noticias
Michel Alvim - Secom-MT
Reserva do Cabaçal, São Félix do Araguaia, Rosário Oeste e outras localidades sofrem com as chamas neste sábado (24)

Neste sábado, 24 de agosto, o Corpo de Bombeiros de Mato Grosso esteve em ação em diversos pontos do estado para combater uma série de incêndios florestais que se alastraram por 25 municípios, incluindo Reserva do Cabaçal, Livramento, São Félix do Araguaia, Rosário Oeste, São José do Xingu, Querência e Santa Terezinha. A severa estiagem e a baixa umidade do ar têm sido fatores decisivos para a rápida propagação das chamas, exigindo atenção redobrada das autoridades e da população.

As equipes do Corpo de Bombeiros também estão monitorando incêndios florestais em várias Terras Indígenas, como a Capoto Jarinã, em Peixoto de Azevedo; Sangradouro/Volta Grande, na região de Poxoréu, General Carneiro e Novo São Joaquim; Perigara, em Barão de Melgaço; e Kapot/Jarina, em São José do Xingu. No entanto, em áreas indígenas, a atuação direta dos bombeiros depende de autorização prévia da Funai, o que pode retardar a resposta às emergências.

A presença constante dos militares em campo é acompanhada pelo BEA (Batalhão de Emergências Ambientais), que utiliza tecnologias avançadas para monitorar os focos de calor e orientar as equipes de combate. Desde o início do período proibitivo de uso do fogo, o Corpo de Bombeiros já extinguiu 70 incêndios florestais em localidades como Campo Novo do Parecis, Cuiabá, Pontes e Lacerda, Chapada dos Guimarães, Sorriso, e muitos outros municípios espalhados pelo estado.
Além do combate direto às chamas, os bombeiros alertam para a importância da colaboração da população durante este período crítico. É essencial que qualquer indício de incêndio seja imediatamente denunciado pelos números 193 ou 190, para que as autoridades possam agir de forma rápida e eficaz.
De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), entre sexta-feira (23) e sábado (24), foram registrados 977 focos de calor em Mato Grosso, distribuídos entre o Cerrado, a Amazônia e o Pantanal. Contudo, é importante ressaltar que focos de calor isolados não significam necessariamente um incêndio florestal, mas a sua acumulação pode levar a graves incidentes, como os que o estado tem enfrentado.
A situação atual evidencia a gravidade da crise ambiental que Mato Grosso enfrenta, exigindo uma resposta rápida e eficaz das autoridades e a conscientização da população sobre a importância de respeitar as restrições ao uso do fogo.